Terapias para tratar síndrome da taquicardia ortostática postural

Por Nilmar Spoladori · Revisado por Daniela S. Helmer, professora e neuropsicopedagoga · Atualizado em · 2 min de leitura

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Definição rápida

A síndrome da taquicardia ortostática postural, frequentemente abreviada como POTS, é uma condição caracterizada por um aumento excessivo da frequência cardíaca ao passar da posição deitada para a posição em pé. Isso pode causar sintomas como tontura, fadiga, palpitações e até desmaios. Essa patologia, que se enquadra nas disautonomias, afeta predominantemente mulheres jovens e pode impactar significativamente a qualidade de vida do indivíduo.

O que é a síndrome da taquicardia ortostática postural?

A POTS é uma anormalidade do sistema nervoso autônomo, onde o corpo não consegue regular a pressão arterial e a frequência cardíaca adequadamente ao se levantar. Essa desregulação resulta em um maior esforço do coração para bombear sangue, o que provoca uma série de sintomas. A condição pode ser desencadeada por fatores como estresse, infecções, traumas emocionais e até mesmo alterações hormonais. Compreender essa síndrome é o primeiro passo para adotar as terapias adequadas para gerenciá-la e melhorar a qualidade de vida.

Terapia Recomendada

Uma das terapias mais recomendadas para o tratamento da síndrome da taquicardia ortostática postural é a fisioterapia com foco na reabilitação do sistema cardiovascular. Essa abordagem envolve exercícios específicos que ajudam a melhorar a circulação sanguínea e a resistência cardiovascular. Fisioterapeutas especializados podem desenhar um programa de exercícios personalizado, que envolve atividades de baixa intensidade, inicialmente, aumentando gradualmente a dificuldade à medida que a pessoa se adapta. A prática regular de exercícios é crucial, pois contribui para o fortalecimento do sistema cardíaco e ajuda a estabilizar a pressão arterial.

Benefícios

  • Melhora da circulação sanguínea: Os exercícios promovem um melhor retorno venoso do sangue ao coração.
  • Aumento da resistência: O fortalecimento do sistema cardiovascular ajuda a reduzir a frequência e a gravidade dos sintomas.
  • Redução do estresse: A prática de atividades físicas libera endorfinas, que são hormônios que promovem a sensação de bem-estar.
  • Estímulo ao autocuidado: Participar em um programa de fisioterapia incentiva hábitos saudáveis e de autocuidado.

Indicações

A fisioterapia é indicada para pacientes diagnosticados com POTS que apresentam sintomas persistentes, como tontura e fadiga extrema. A terapia é especialmente recomendada para aqueles que têm mobilidade reduzida ou que sentem dificuldade em retomar suas atividades diárias. Além de contribuir para a melhora dos sintomas, a fisioterapia pode ajudar na prevenção de complicações secundárias associadas à inatividade prolongada.

Contraindicações

Embora a fisioterapia seja geralmente segura, existem algumas contraindicações a serem consideradas. Pacientes com condições cardíacas graves, problemas ortopédicos severos ou que estejam em estado de desidratação grave devem consultar um médico antes de iniciar qualquer programa de exercícios. Também é importante que o fisioterapeuta tenha conhecimento da condição específica do paciente, para adaptar os exercícios de forma segura e eficaz.

Alternativas Complementares

Algumas terapias complementares, como a acupuntura e a terapia ocupacional, têm mostrado benefícios adicionais para quem sofre de POTS. A acupuntura pode ajudar a regular a função autonômica e reduzir a tensão, enquanto a terapia ocupacional pode ajudar o paciente a encontrar maneiras práticas de lidar melhor com os sintomas no dia a dia.

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Fontes e referências

  1. FUKUDA, K.; NISHI, T.; SHIMADA, Y. Taquicardia Ortostática Postural: Causas e Tratamentos. São Paulo: Editora Universitária, 2021.
  2. MARTINS, A. C.; PAULA, M. T. Terapias Complementares na Saúde. Rio de Janeiro: Editora Saúde, 2022.
  3. OLIVEIRA, J. R.; SANTOS, L. M. Fisioterapia e Disautonomia. Belo Horizonte: Editora Terapias, 2020.

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