O que é várias dimensões do TDAH

Por Nilmar Spoladori · Revisado por Daniela S. Helmer, professora e neuropsicopedagoga · Atualizado em · 3 min de leitura

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Definição rápida

Várias dimensões do TDAH referem-se ao conjunto amplo e complexo de características e dificuldades que pessoas com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) podem apresentar. Essas dimensões podem influenciar o comportamento, a aprendizagem e as interações sociais, criando um quadro que varia significativamente de uma pessoa para outra. Assim, é essencial entender que o TDAH não se limita apenas a sintomas clássicos, mas envolve uma diversidade de fatores que vão desde questões emocionais até dificuldades de organização.

Compreendendo o TDAH

O TDAH é frequentemente visto de forma simplista, com foco único na falta de atenção, hiperatividade ou impulsividade. No entanto, a realidade é que o diagnóstico abrange uma série de questões comportamentais, emocionais e cognitivas. Por exemplo, uma pessoa com TDAH pode ser extremamente criativa, mas ter dificuldades em implementar suas ideias devido à desorganização. Essa multiplicidade de dimensões faz com que cada indivíduo tenha uma experiência única com o transtorno, o que exige uma abordagem personalizada em seu manejo.

Dimensões Comportamentais

Entre as várias dimensões do TDAH, as comportamentais são as que mais se destacam. Indivíduos podem apresentar comportamento impulsivo, que dificulta a tomada de decisões ponderadas. Além disso, a hiperatividade pode se manifestar de várias formas: enquanto alguns podem ser inquietos fisicamente, outros podem ser mentalmente agitados, levando a uma constante dificuldade em se concentrar. Isso pode ocasionar uma percepção negativa por parte de colegas e familiares, geralmente gerando um ciclo de emoções que afeta a autoestima.

Dimensões Emocionais

As emoções também desempenham um papel crucial na vida de quem possui TDAH. Muitos indivíduos sentem uma montanha-russa emocional, oscilando entre a euforia e a tristeza, com episódios de frustração por não conseguirem realizar tarefas simples. Essa instabilidade pode resultar em problemas de relacionamento, tanto familiares quanto sociais. Por isso, a consciência destas emoções e a autocompaixão são essenciais para o manejo saudável do TDAH.

Terapia Recomendada

Uma das terapias que vem se mostrando eficaz para lidar com as várias dimensões do TDAH é a Terapia Comportamental Cognitiva (TCC). Essa abordagem é recomendada porque envolve não apenas a compreensão dos pensamentos e comportamentos, mas também ajuda o indivíduo a desenvolver estratégias práticas para lidar com as dificuldades que o TDAH apresenta. A TCC possibilita ao paciente monitorar seus padrões de pensamento, redefinindo as narrativas negativas que podem perpetuar a baixa autoestima e a autocrítica, aspectos comuns no contexto do TDAH.

Benefícios

  • Desenvolvimento de habilidades de enfrentamento eficazes.
  • Aumento da autoconfiança e autoeficácia.
  • Melhora na capacidade de organização e gestão do tempo.
  • Maior compreensão e aceitação das próprias emoções.

Indicações

A TCC é indicada para pessoas de todas as idades que enfrentam o TDAH, especialmente aquelas que se sentem sobrecarregadas ou sem esperança devido aos sintomas do transtorno. Por ser uma terapia curativa e voltada ao presente, ela pode atuar em situações específicas, ajudando os pacientes a encontrar soluções para desafios diários, seja na escola, no trabalho ou nas relações interpessoais.

Contraindicações

Embora a TCC seja bastante acessível, é crucial que o tratamento seja conduzido por um profissional qualificado. Em alguns casos, onde existem distúrbios psiquiátricos mais graves, como depressão severa ou transtornos de ansiedade, pode ser necessário um tratamento complementará ou um enfoque diferente antes de iniciar a TCC.

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Fontes e referências

  1. Kooij, J. J., & Francken, M. H. (2010). Diagnóstico e Tratamento do TDAH em Adultos. Porto Alegre: Artmed.
  2. American Psychiatric Association. (2013). Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (5th ed.). Arlington: American Psychiatric Publishing.
  3. França, J. G. (2015). O TDAH na Infância e Adolescência. São Paulo: Ed. Casa do Psicólogo.

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